No fluxo do tempo, a semente, carregada pelo vento ou abandonada por uma árvore materna, repousa no solo e germina. Raízes se entremeiam na terra em busca de nutrição. Ao longo das estações, se sustenta, cresce e se eleva, desafia persistentemente as contrariedades.
Somos análogos as camadas da vida de uma árvore, passamos por nossas próprias estações: a juventude tempestuosa, a maturidade firme e o envelhecimento sereno.
Nossa existência é efêmera diante da vastidão temporal. Como a bolota que se torna carvalho, somos parte do ciclo da vida, tecendo nossa história nas camadas que o tempo deposita sobre nós.